Domingo, dia 5, marca 100 anos da morte de Castellani

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Dia 5 de maio de 2019, domingo, é uma data histórica para o movimento sindical no ABC. Foi há 100 anos que o então jovem anarquista Constante Castellani, que fundou a União Operária aos 18 anos, foi assassinado pela polícia no centro de Santo André, em meio a uma greve na Ypiranguinha, onde os tecelões lutavam por melhores condições de trabalho. 
As péssimas condições incluíam jornadas de trabalho de até 16 horas diárias, exploração da mão de obra feminina e de crianças, agressões etc. Em apoio à greve dos tecelões, no dia 5 de maio de 1919, a União Operária liderou uma passeata pelas ruas centrais de Santo André, quando os manifestantes foram surpreendidos por policiais fortemente armados.
A repressão levou Constante Castellani a fazer um discurso de improviso. Enquanto ele conclamava os trabalhadores que aderissem ao movimento, foi atingido por um tiro de fuzil e teve morte instantânea.
À morte de Castellani seguiram-se prisões de vários dirigentes, o fechamento da União Operária, e o autor do disparo foi inocentado. Mas a repressão policial não deteve a luta dos trabalhadores por suas reivindicações.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá homenageou Constante Castellani quando criou a escola sindical nos anos 1980.
 
 

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